quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Estilos de uso do espaço virtual



Uma das questões mais discutidas entre teóricos e, educadores da educação à distância, refere-se exatamente à possibilidade de existirem particularidades que envolvam a aprendizagem mediada pelas tecnologias de informação e comunicação.
Neste sentido, teóricos têm tentado identificar a existência de “perfis” dos educandos, para elaborarem metodologias diferenciadas (mais individualizadas), capazes de particularizar os processos de ensino e aprendizagem. Desta forma, o educador seria capaz, também, de mobilizar o conjunto dos recursos disponíveis, objetivando despertar o desenvolvimento de habilidades cognitivas específicas dos educandos, reconhecidamente necessárias para o seu pleno desenvolvimento. Esta tentativa de identificação das particularidades, durante o processo de aprendizagem na modalidade à distância é, por alguns autores, chamado de “estilos de aprendizagem”. Os estilos de aprendizagem podem ser definidos também como “maneiras pessoais de processar informação, os sentimentos e comportamentos em situações de aprendizagem” (BARROS, 2018. p. 53).
Kolb (apud ALONSO e GALLEGO, 2002) conseguiu, através de cuidadosa análise de trabalhos anteriores sobre a temática (KLEIN, 1951, ROYCE, 1973) estabelecer quatro estilos: o acomodador (o executor, por natureza); o divergente (o imaginativo); o assimilador (que articula os conceitos e, desenvolve modelos teóricos) e; o convergente (que aplica praticamente o conjunto das idéias). Para
identificação de tais estilos, os teóricos têm utilizado um questionário que aborda variáveis que influenciam as formas de aprender das pessoas.
Para Alonso e Gallego (2002) seriam, também, quatro estilos de aprendizagem: o ativo (pessoas que, via de regra, gostam de novas experiências e que, geralmente buscam lugar central, no grupo); o reflexivo (pessoas cautelosas, observadoras e questionadoras); o teórico (analíticos e, sintéticos: buscam, na maioria das vezes, estabelecer relações entre os conteúdos) e; o pragmático (conhecidos como os “solucionadores de problemas”, gostam de experimentar a aplicação prática dos conteúdos).
Entretanto, faz-se importante ressaltar que o propósito do questionário (e, mesmo da identificação de tais perfis) não seria exatamente estabelecer um modelo engessado de aprendizagem (talvez até porque, se tentasse fazê-lo acabaria por se contradizer, na medida em que propõe que nossas individualidades seriam responsáveis por uma infinidade de formas de aprender). Neste sentido, os estilos de aprendizagem deveriam ser percebidos em seu propósito diagnóstico, como uma ferramenta capaz de instrumentalizar o educador, no processo de reconhecimento de seu público-alvo e, de refletir acerca de seu fazer docente.

Referência
BARROS, Daniela Melaré Vieira Barros. Estilos de uso do espaço virtual: como se aprende e se ensina no virtual? Inter-Ação, Rev. Fac. Educ. UFG, v.34, n. 1, jan./jun. 2009, p. 51-74. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/interacao/article/download/6542/4803 Acesso em 05 mar. 2018.

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