Uma
das questões mais discutidas entre teóricos e, educadores da
educação à distância, refere-se exatamente à possibilidade de
existirem particularidades que envolvam a aprendizagem mediada pelas
tecnologias de informação e comunicação.
Neste
sentido, teóricos têm tentado identificar a existência de “perfis”
dos educandos, para elaborarem metodologias diferenciadas (mais
individualizadas), capazes de particularizar os processos de ensino e
aprendizagem. Desta forma, o educador seria capaz, também, de
mobilizar o conjunto dos recursos disponíveis, objetivando despertar
o desenvolvimento de habilidades cognitivas específicas dos
educandos, reconhecidamente necessárias para o seu pleno
desenvolvimento. Esta tentativa de identificação das
particularidades, durante o processo de aprendizagem na modalidade à
distância é, por alguns autores, chamado de “estilos de
aprendizagem”. Os estilos de aprendizagem podem ser definidos
também como “maneiras pessoais de processar informação, os
sentimentos e comportamentos em situações de aprendizagem”
(BARROS, 2018. p. 53).
Kolb
(apud ALONSO e GALLEGO, 2002) conseguiu, através de cuidadosa
análise de trabalhos anteriores sobre a temática (KLEIN, 1951,
ROYCE, 1973) estabelecer quatro estilos: o acomodador (o executor,
por natureza); o divergente (o imaginativo); o assimilador (que
articula os conceitos e, desenvolve modelos teóricos) e; o
convergente (que aplica praticamente o conjunto das idéias). Para
identificação
de tais estilos, os teóricos têm utilizado um questionário que
aborda variáveis que influenciam as formas de aprender das pessoas.
Para
Alonso e Gallego (2002) seriam, também, quatro estilos de
aprendizagem: o ativo (pessoas que, via de regra, gostam de novas
experiências e que, geralmente buscam lugar central, no grupo); o
reflexivo (pessoas cautelosas, observadoras e questionadoras); o
teórico (analíticos e, sintéticos: buscam, na maioria das vezes,
estabelecer relações entre os conteúdos) e; o pragmático
(conhecidos como os “solucionadores de problemas”, gostam de
experimentar a aplicação prática dos conteúdos).
Entretanto,
faz-se importante ressaltar que o propósito do questionário (e,
mesmo da identificação de tais perfis) não seria exatamente
estabelecer um modelo engessado de aprendizagem (talvez até porque,
se tentasse fazê-lo acabaria por se contradizer, na medida em que
propõe que nossas individualidades seriam responsáveis por uma
infinidade de formas de aprender). Neste sentido, os estilos de
aprendizagem deveriam ser percebidos em seu propósito diagnóstico,
como uma ferramenta capaz de instrumentalizar o educador, no processo
de reconhecimento de seu público-alvo e, de refletir acerca de seu
fazer docente.
Referência
BARROS,
Daniela Melaré Vieira Barros. Estilos de uso do espaço virtual:
como se aprende e se ensina no virtual? Inter-Ação, Rev. Fac.
Educ. UFG, v.34, n. 1, jan./jun. 2009, p. 51-74. Disponível em:
https://www.revistas.ufg.br/interacao/article/download/6542/4803
Acesso em 05 mar. 2018.
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